segunda-feira, 18 de maio de 2009

Egoísmo

Será que a filosofia do egoísmo se resumo ao viver pura e simplesmente por e para nós? Talvez sim, talvez nao, mas de facto eu acredito que o conceito de egoísmo é um pouco mais complexo do que isso. Já alguém dizia que "egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos" (Oscar Wilde). Ora, aqui está uma grande verdade. Partindo desta frase podemos afirmar algo inaceitável: o egoísmo está na base das relações humanas. Todos somos egoístas quer o admitamos quer não! Mas afinal de contas, se todos somos egoístas, quem é o egoísta? E já alguém dizia que "o egoísta é alguém desprovido de consideração pelo egoísmo dos outros." (Ambrose Bierce).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perfeição

Perfeição. Algo inatingível que todos nós um dia sonhamos atingir. E porquê? Porque pensamos demais... Pensamos no que vamos vestir e no que vamos comer, ou não comer. Pensamos no que vamos fazer hoje e amanhã. Pensamos no trabalho, no sucesso, no futuro. Pensamos nos outros. Pensamos no que os outros pensam. E por fim pensamos que os outros são perfeitos e nós não... Mas a perfeição é algo inatingível que todos nós um dia sonhamos atingir.

Mentirosos Inatos

"A dissimulação atravessa toda a história da humanidade, nutrindo a literatura desde o astuto Ulisses de Homero aos livros de maior sucesso popular de hoje. Uma ida ao cinema e é grande a probabilidade de que o filme aborde alguma forma de mentira. Mentir é uma habilidade que brota das profundezas do nosso ser, e nós usamo-la sem cerimónia. Como escreveu Mark Twain há mais de um século: "Todos mentem... todos os dias, a toda hora, acordados, a dormir, em sonhos, nos momentos de alegria, nos momentos de tristeza. Ainda que a boca permaneça calada, as mãos, os pés, os olhos, a atitude, transmitem falsidade". Enganar é fundamental para a condição humana"
"A convicção de Twain é validada por pesquisa. Um bom exemplo é um estudo realizado em 2002 pelo psicólogo Robert S. Feldman. Feldman filmou em vídeo alguns estudantes que haviam sido solicitados a conversar com desconhecidos. Posteriormente, pediu que analisassem as imagens e calculassem o número de mentiras que haviam contado. Uma considerável porcentagem de 60% admitiu ter mentido pelo menos uma vez durante os dez minutos de conversa. As transgressões variaram desde exageros propositados a mentiras descaradas. O interessante é que, embora homens e mulheres tenham mentido com a mesma frequência, Feldman constatou que as mulheres pareceram mais propícias a mentir para fazer com que o desconhecido se sentisse bem, enquanto os homens mentiram mais para se valorizar."
Então, porque mentimos com tanta facilidade? A resposta é simples: porque funciona!

"Como humanos, devemos enquadrar-nos num sistema social fechado para sermos bem-sucedidos, ainda que o nosso alvo principal seja colocarmo-nos acima dos outros. Mentir ajuda. E mentir para nós mesmos - um talento desenvolvido pelo nosso cérebro - ajuda-nos a aceitar nosso comportamento fraudulento."