sábado, 12 de setembro de 2009

Falar e Calar

"Desde que começamos a dominar a Língua que aprendemos que há coisas que não se dizem. Esta aprendizagem sobre o que se diz e o que se cala começa cedo em relação a meia-dúzia de palavrões que se explica às criancinhas que não se dizem por serem palavras feias. Continua, depois, de formas cada vez mais subtis, com atitudes diversas que vão no sentido de que os miúdos percebam que as coisas que se dizem (que eles dizem) têm consequências. Lentamente, vão dando conta que, mesmo que existam palavras para exprimir o que se pensa, mesmo que elas correspondam ao que sentimos ou ao que julgamos ser verdade, mesmo que venha a calhar ou pareça inteligente...

...há sempre uma decisão a tomar: a de falar ou ficar calado, de acordo com o preço que se está disposto a pagar pelas consequências do que se diz...

Aprende-se que, em inúmeras situações, o que se diz tem, ou pode ter, uma importância que escapa ao controlo e à intencionalidade atribuída pelo próprio. Esta consciência de que a prática discursiva é, também ela, uma tomada de decisão individual, tropeça, habitualmente, com outras aprendizagens que se fazem em simultâneo.

De facto, paralelamente ao domínio da Língua acede-se ao conhecimento de que existem valores, e que uns são mais aceitáveis do que outros, sendo que a demonstração desses valores através do que se faz, mas também do que se diz, entra igualmente no pacote complicado da avaliação que os outros fazem de quem somos e do como somos. Por essa via, o que dizemos e o que calamos diz de nós mais do que se pretende.

Como sermos sinceros sem magoar ou desencadear a agressividade ou a zanga do nosso interlocutor? Como não sermos cobardes se calarmos opiniões que nos podem ser prejudiciais? Como não sermos interesseiros, dizendo o que é esperado que seja dito? Como não dizer a verdade sem mentir?

Ninguém nos disse, mas vamos aprendendo que neste particular, como aliás em tantos outros, vamos andando por tentativa e erro. Temos a vida inteira para treinar e melhorar e, nos casos mais felizes, consegue-se estar competente e maduro antes da senilidade. É uma pena que não haja segunda oportunidade."

Porque é que o céu é azul?

"Olhe pela janela e veja o céu: qual a sua cor agora? Olhando da superfície da Terra, o céu assume cores diferentes dependendo da hora. Se for dia, exibe uma cor azul; se estiver no finalzinho da tarde, ganha tons avermelhados; se for noite, fica preto.

Se já viu fotografias do espaço, já percebeu que os astronautas vêem o céu sempre bem escuro. Então, porque é que daqui de baixo nós conseguimos ver tons azuis, laranjas e vermelhos? Já parou para pensar porque isso acontece?

Pois tudo isto acontece graças à forma como a luz se espalha pela atmosfera! Pode parecer estranho, mas a luz é uma forma de energia que atravessa o espaço como uma onda. Isso mesmo: uma onda! Só que uma onda bem pequenininha: para achar o comprimento de uma onda de luz solar, por exemplo, precisaríamos de dividir um milímetro em mil partes iguais.

O ditado popular que diz que "tamanho não é documento" não vale para a luz. Sabe por quê? Pois o tamanho da onda descrita por esta forma de energia determina justamente a cor que ela tem. As ondas menorzinhas são azuis; as ondas mais compridas são vermelhas.

Já fez alguma experiência com um prisma? O prisma é um objecto de vidro ou cristal usado para decompor a luz solar. Você certamente já ouviu falar que a luz branca é a união de todas as cores, não é mesmo? Pois a luz solar é branca justamente por ser formada por ondas de diferentes tamanhos. Com a ajuda de um prisma, conseguimos ver os feixes coloridos que a formam.

Quando a luz solar chega à Terra, encontra um obstáculo: a atmosfera, ou seja, a grande massa de ar que envolve o planeta. Ao esbarrar nas moléculas de ar, as ondas de diferentes tamanhos (e cores) começam a espalhar-se cada uma à sua maneira. As ondas de menor comprimento espalham-se com mais facilidade. E qual a cor da menor onda de luz? Exactamente: azul!

Este mecanismo também explica as variações de cor no céu. Além das moléculas de ar, estão em suspensão, na atmosfera, partículas de poeira. Quando essas partículas são menores que as ondas, provocam um espalhamento ainda maior da luz. As ondas de cor azul espalham-se tanto, que acabam por se diluir, permitindo assim que se formem ondas mais compridas como as vermelhas e as amarelas."

Mulher virginiana

Signo: Virgem - O Perfeccionista

Dominante em relações. Conservador. Quer ter sempre a última palavra.

Argumentativo. Preocupado. Muito inteligente. Antipatiza com barulho e caos.

Ansioso. Trabalhador. Leal. Bonito. Fácil de falar. Difícil de agradar.

Severo. Prático e muito exigente. Frequentemente tímido. Pessimista.

A mulher virginiana tudo observa e analisa sabendo como ninguém separar o que é bom do que não é. Não revela o que sente com facilidade escondendo demais os seus sentimentos. Muito sensível, prefere refugiar-se no trabalho ou em si mesma. É paciente, sabe suportar a rotina. Carinhosa e atenta, adora ser mimada. Tem um grande coração mas pode ter medo do contacto com os outros. Quando entra em sintonia com a sua energia, abre o canal para a sensibilidade e comunicação com o mundo, despertando a emoção do encontro com o seu próprio eu.