quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sound of Silence

Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone'
Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence

"Fools", said I, "You do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you"
But my words, like silent raindrops fell
And echoed
In the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon god they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said,
"The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls"
And whispered in the sounds of silence

sábado, 12 de setembro de 2009

Falar e Calar

"Desde que começamos a dominar a Língua que aprendemos que há coisas que não se dizem. Esta aprendizagem sobre o que se diz e o que se cala começa cedo em relação a meia-dúzia de palavrões que se explica às criancinhas que não se dizem por serem palavras feias. Continua, depois, de formas cada vez mais subtis, com atitudes diversas que vão no sentido de que os miúdos percebam que as coisas que se dizem (que eles dizem) têm consequências. Lentamente, vão dando conta que, mesmo que existam palavras para exprimir o que se pensa, mesmo que elas correspondam ao que sentimos ou ao que julgamos ser verdade, mesmo que venha a calhar ou pareça inteligente...

...há sempre uma decisão a tomar: a de falar ou ficar calado, de acordo com o preço que se está disposto a pagar pelas consequências do que se diz...

Aprende-se que, em inúmeras situações, o que se diz tem, ou pode ter, uma importância que escapa ao controlo e à intencionalidade atribuída pelo próprio. Esta consciência de que a prática discursiva é, também ela, uma tomada de decisão individual, tropeça, habitualmente, com outras aprendizagens que se fazem em simultâneo.

De facto, paralelamente ao domínio da Língua acede-se ao conhecimento de que existem valores, e que uns são mais aceitáveis do que outros, sendo que a demonstração desses valores através do que se faz, mas também do que se diz, entra igualmente no pacote complicado da avaliação que os outros fazem de quem somos e do como somos. Por essa via, o que dizemos e o que calamos diz de nós mais do que se pretende.

Como sermos sinceros sem magoar ou desencadear a agressividade ou a zanga do nosso interlocutor? Como não sermos cobardes se calarmos opiniões que nos podem ser prejudiciais? Como não sermos interesseiros, dizendo o que é esperado que seja dito? Como não dizer a verdade sem mentir?

Ninguém nos disse, mas vamos aprendendo que neste particular, como aliás em tantos outros, vamos andando por tentativa e erro. Temos a vida inteira para treinar e melhorar e, nos casos mais felizes, consegue-se estar competente e maduro antes da senilidade. É uma pena que não haja segunda oportunidade."

Porque é que o céu é azul?

"Olhe pela janela e veja o céu: qual a sua cor agora? Olhando da superfície da Terra, o céu assume cores diferentes dependendo da hora. Se for dia, exibe uma cor azul; se estiver no finalzinho da tarde, ganha tons avermelhados; se for noite, fica preto.

Se já viu fotografias do espaço, já percebeu que os astronautas vêem o céu sempre bem escuro. Então, porque é que daqui de baixo nós conseguimos ver tons azuis, laranjas e vermelhos? Já parou para pensar porque isso acontece?

Pois tudo isto acontece graças à forma como a luz se espalha pela atmosfera! Pode parecer estranho, mas a luz é uma forma de energia que atravessa o espaço como uma onda. Isso mesmo: uma onda! Só que uma onda bem pequenininha: para achar o comprimento de uma onda de luz solar, por exemplo, precisaríamos de dividir um milímetro em mil partes iguais.

O ditado popular que diz que "tamanho não é documento" não vale para a luz. Sabe por quê? Pois o tamanho da onda descrita por esta forma de energia determina justamente a cor que ela tem. As ondas menorzinhas são azuis; as ondas mais compridas são vermelhas.

Já fez alguma experiência com um prisma? O prisma é um objecto de vidro ou cristal usado para decompor a luz solar. Você certamente já ouviu falar que a luz branca é a união de todas as cores, não é mesmo? Pois a luz solar é branca justamente por ser formada por ondas de diferentes tamanhos. Com a ajuda de um prisma, conseguimos ver os feixes coloridos que a formam.

Quando a luz solar chega à Terra, encontra um obstáculo: a atmosfera, ou seja, a grande massa de ar que envolve o planeta. Ao esbarrar nas moléculas de ar, as ondas de diferentes tamanhos (e cores) começam a espalhar-se cada uma à sua maneira. As ondas de menor comprimento espalham-se com mais facilidade. E qual a cor da menor onda de luz? Exactamente: azul!

Este mecanismo também explica as variações de cor no céu. Além das moléculas de ar, estão em suspensão, na atmosfera, partículas de poeira. Quando essas partículas são menores que as ondas, provocam um espalhamento ainda maior da luz. As ondas de cor azul espalham-se tanto, que acabam por se diluir, permitindo assim que se formem ondas mais compridas como as vermelhas e as amarelas."

Mulher virginiana

Signo: Virgem - O Perfeccionista

Dominante em relações. Conservador. Quer ter sempre a última palavra.

Argumentativo. Preocupado. Muito inteligente. Antipatiza com barulho e caos.

Ansioso. Trabalhador. Leal. Bonito. Fácil de falar. Difícil de agradar.

Severo. Prático e muito exigente. Frequentemente tímido. Pessimista.

A mulher virginiana tudo observa e analisa sabendo como ninguém separar o que é bom do que não é. Não revela o que sente com facilidade escondendo demais os seus sentimentos. Muito sensível, prefere refugiar-se no trabalho ou em si mesma. É paciente, sabe suportar a rotina. Carinhosa e atenta, adora ser mimada. Tem um grande coração mas pode ter medo do contacto com os outros. Quando entra em sintonia com a sua energia, abre o canal para a sensibilidade e comunicação com o mundo, despertando a emoção do encontro com o seu próprio eu.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Poema do Amigo Aprendiz

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Egoísmo

Será que a filosofia do egoísmo se resumo ao viver pura e simplesmente por e para nós? Talvez sim, talvez nao, mas de facto eu acredito que o conceito de egoísmo é um pouco mais complexo do que isso. Já alguém dizia que "egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos" (Oscar Wilde). Ora, aqui está uma grande verdade. Partindo desta frase podemos afirmar algo inaceitável: o egoísmo está na base das relações humanas. Todos somos egoístas quer o admitamos quer não! Mas afinal de contas, se todos somos egoístas, quem é o egoísta? E já alguém dizia que "o egoísta é alguém desprovido de consideração pelo egoísmo dos outros." (Ambrose Bierce).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perfeição

Perfeição. Algo inatingível que todos nós um dia sonhamos atingir. E porquê? Porque pensamos demais... Pensamos no que vamos vestir e no que vamos comer, ou não comer. Pensamos no que vamos fazer hoje e amanhã. Pensamos no trabalho, no sucesso, no futuro. Pensamos nos outros. Pensamos no que os outros pensam. E por fim pensamos que os outros são perfeitos e nós não... Mas a perfeição é algo inatingível que todos nós um dia sonhamos atingir.

Mentirosos Inatos

"A dissimulação atravessa toda a história da humanidade, nutrindo a literatura desde o astuto Ulisses de Homero aos livros de maior sucesso popular de hoje. Uma ida ao cinema e é grande a probabilidade de que o filme aborde alguma forma de mentira. Mentir é uma habilidade que brota das profundezas do nosso ser, e nós usamo-la sem cerimónia. Como escreveu Mark Twain há mais de um século: "Todos mentem... todos os dias, a toda hora, acordados, a dormir, em sonhos, nos momentos de alegria, nos momentos de tristeza. Ainda que a boca permaneça calada, as mãos, os pés, os olhos, a atitude, transmitem falsidade". Enganar é fundamental para a condição humana"
"A convicção de Twain é validada por pesquisa. Um bom exemplo é um estudo realizado em 2002 pelo psicólogo Robert S. Feldman. Feldman filmou em vídeo alguns estudantes que haviam sido solicitados a conversar com desconhecidos. Posteriormente, pediu que analisassem as imagens e calculassem o número de mentiras que haviam contado. Uma considerável porcentagem de 60% admitiu ter mentido pelo menos uma vez durante os dez minutos de conversa. As transgressões variaram desde exageros propositados a mentiras descaradas. O interessante é que, embora homens e mulheres tenham mentido com a mesma frequência, Feldman constatou que as mulheres pareceram mais propícias a mentir para fazer com que o desconhecido se sentisse bem, enquanto os homens mentiram mais para se valorizar."
Então, porque mentimos com tanta facilidade? A resposta é simples: porque funciona!

"Como humanos, devemos enquadrar-nos num sistema social fechado para sermos bem-sucedidos, ainda que o nosso alvo principal seja colocarmo-nos acima dos outros. Mentir ajuda. E mentir para nós mesmos - um talento desenvolvido pelo nosso cérebro - ajuda-nos a aceitar nosso comportamento fraudulento."